Empresas devem respeitar a posição política dos trabalhadores e não devem usar o ambiente de trabalho para influenciar votos. Caso o patrão pratique assédio eleitoral, pode ser multado ou condenado judicialmente.
As abordagens podem variar, a empresa pode pressionar, constranger e ameaçar demitir caso o trabalhador não apoie o candidato, pode obrigar que participem de campanhas políticas ou pode oferecer benefícios, como folgas, caso o político seja eleito.
Em 2022, uma vendedora do ES foi demitida por se recusar a apoiar a reeleição do candidato da empresa de coaching onde trabalhava. A empresa pressionava os trabalhadores a revelarem seu voto se posicionarem publicamente a favor do político.
A trabalhadora moveu ação na Justiça do Trabalho e apresentou áudios e mensagens que comprovaram o assédio eleitoral, além de testemunhas que confirmaram a prática. A empresa foi condenada a pagar uma indenização de R$8 mil.
Fonte: CUT
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil